9 de abril de 2009

A culpa é da minha mulher!

Olá, amigos d'A Caricatura... é com pesar que digito o post de hoje.

Juro que jamais havia erguido a mão para matar uma mosca; até ontem a idéia de que eu pudesse bater em uma mulher, soava a mim como disparate. É impressionante como mudei em apenas algumas horas. Mas se cabe um momento de justificativa pelo meu tormento "medico-monstro", ei-lo num breve relato - triste, mas nunca arrependido.
Assim que soube do teatro de baixeza que minha mulher fora capaz de protagonizar, o sangue me ferveu a alma. A desgraçada teve coragem de fazer... fazer... isso... comigo! Marafona! Helena, a meiga ninfeta por quem me apaixonei, cujas juras de amor e fidelidade sempre estiveram acima de qualquer dúvida, traiu-me com o desprezo que merecem os parvos. Mas não haveria de ser nada; a paga pela injúria seria o sangue que derramar-se-ia! Convicto, esperei pela meretriz sentado na poltrona por toda a tarde. Enquanto o sol fazia seu trajeto pela carruagem de Apolo, eu costurava a trama de minha vendeta. Afinal foi a miserável quem assumiu os riscos quando fez... fez... aquilo comigo! Minha mão ensaiava o golpe com a faca, entretanto o cutelo, que me saltava às vistas, daria o final mais digno das grandes tragédias. Pensei nas palavras que diria antes da estocada fatal, pensei nos olhares, nas expressões. Enfim, a noite chegou e ouvi, aliviado, o ferrolho da porta.

- Olá - disse a Messalina, sem um pingo de vergonha na cara!
- Eu sei de tudo – respondi trivialmente, apesar de todo o ensaio.
- Tudo o quê?
- Não adianta negar, ele me contou.
- Ele? Ele quem? Não sei do que está falando, amor.

Chamar-me “amor” foi a gota que não coube em meu cálice de auto-controle. Ergui o cutelo e deixei que seu peso e a gravidade fizessem o resto. Rachei o crânio como se corta um melão. Olhando aquele corpo que mais parecia marionete sem titereiro, jogado numa poça de sangue, não consegui sentir culpa. Nada... nem um incômodo na consciência. Ela era a culpada! Ele mesmo revelou às câmeras do mundo, em frente ao primeiro ministro inglês:

- Essa crise foi causada por gente branca e de olhos azuis - disse o presidente Lula.

Ao ouvir essas palavras, não restou dúvida sequer... Lula revelara o crime de Helena: branca, de olhos azuis. Quem diria que a algoz da economia mundial dividia a cama com este ingênuo que escreve? É certo que sentirei saudades, mas, ao menos, o mercado financeiro internacional e a boa gente do nosso Brasil já não tem mais nada a temer.

10 comentários:

Helena disse...

MUITO BOM!

Beijos da sua messalina.

Matheus Mendes disse...

hahaha
muito bom
muito bom
cara, eh dificil matar uma mosca
hahaha
a carica este ótima
ah! entra lá no blog
tem tira nova

( tirasdomatheus.blogspot.com )

Fabiana Guaranho disse...

RA RA RA.
Nota 10.
Agora me faça uma favor.
Acerte também o SAPO BARBUDO.
Recompensarei.
RA RA RA

DMACX disse...

O.o
Espantado!

Você escreve muito bem. Parabéns!

Dmacx - jumentoatomico.blogspot.com

JAMES disse...

Caramba! O cara além de ser mestre na caricatura é também um...um...vamos dizer, ....Jorge Amado genérico, hauahauahau!.....muito boa parceiro!!

Márcio Diemer disse...

Toni, tu só pode incorporar um escritor, cara muito bom...no começo até achei que era sério o negócio!! Um grande abraço! Sucesso amigão!

José Jiame disse...

Excelentes!!!
Nem só de caricatura vive o homem.
Abraços

Johnny Blaze disse...

caaaarrrrraaaaaalllleeeeoooowssss!!!!!!
muito foda.....hehehehe...show dibola!!!!!!
tem selo pra tuh no meu blog!!!abração

*ps....meus pesames...mas a helena era uma fdp

Raquel disse...

Toni, valeu!
Bom conhecer A CARICATURA e esse seu último texto, então...eu achei d+. Muito bom, envolvente, divertido, gostei. Vou linkar pra voltar sempre.

Inté

Márcio Diemer disse...

Grande Toni! Se ainda não falei temos tempo: Feliz Páscoa!